Fazer o quê? é uma paixão antiga...
quinta-feira, 10 de maio de 2007
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Eleições Regionais Madeira 2007: Rescaldo, a oposição na Madeira*
Uns dizem que a oposição é fraca, outros que ser oposição na Madeira é o emprego mais ingrato do mundo. Talvez uns e outros tenham razão e que um é consequência do outro. Qual deles é a causa e qual deles é o efeito deixo ao julgamento de cada um.
Não é fácil ser oposição na Madeira porque: i) o discurso oficioso é que estão a fazer oposição, não na Madeira, mas à Madeira; ii) porque não há condições democráticas para ser oposição de forma séria e em igualdade de condições; iii) porque quem não opta pelo discurso do "inimigo externo" tem dificuldades em obter votos; iv) porque não há possibilidade de provar o seu valor através dum cargo político/ público.
Sobre este último ponto há um exemplo que considero deveras revelador. Porque é que, actualmente, não há um único Presidente de Câmara da oposição na região? Já houve (Machico, Porto Santo) mas já não há. Sempre que houve, relembro, o investimento regional afastou-se do local e a câmara sofreu um estrangulamento financeiro. No dia seguinte, ou seja, mal a câmara foi recuperada pelo "partido do poder", a população foi recompensada com um investimento regional avassalador. Nenhum eleitor, nestas condições, está disposto a comprometer o futuro do local onde habita. Sobre o assunto Alberto João Jardim foi claro ao avisar, publicamente, que Câmaras da oposição não iam ter dinheiro (em plena campanha eleitoral) e acrescentou que no dinheiro do Governo Regional manda ele. Assim é difícil, muito difícil, ser oposição na Madeira.
Posto isto, defendo que Jacinto Serrão devia demitir-se. E passo a explicar.
Independentemente das nuances democráticas a que está sujeito não pode, ao mesmo tempo, chamá-las à atenção e, no seguinte, perante uma descida considerável da sua votação, não dar um exemplo democrático. Ou seja, dito de outra forma, não deve ser mais um exemplo de nuance democrática numa região que já está cravejada de nuances. Com certeza que Jacinto Serrão sente-se injustiçado, até pelos seus camaradas nacionais, mas não pode defender, ao mesmo tempo, que este não foi um referendo a uma lei nacional, que foram umas eleições regionais, e não tirar consequências dos resultados e da sua quota parte de responsabilidade. A democracia agradece e o vencido não sai de cabeça baixa.
- Concordo e assino em baixo!!
Madeira, Política Local/ Regional
*do Blogue Filho do 25 de Abril
Não é fácil ser oposição na Madeira porque: i) o discurso oficioso é que estão a fazer oposição, não na Madeira, mas à Madeira; ii) porque não há condições democráticas para ser oposição de forma séria e em igualdade de condições; iii) porque quem não opta pelo discurso do "inimigo externo" tem dificuldades em obter votos; iv) porque não há possibilidade de provar o seu valor através dum cargo político/ público.
Sobre este último ponto há um exemplo que considero deveras revelador. Porque é que, actualmente, não há um único Presidente de Câmara da oposição na região? Já houve (Machico, Porto Santo) mas já não há. Sempre que houve, relembro, o investimento regional afastou-se do local e a câmara sofreu um estrangulamento financeiro. No dia seguinte, ou seja, mal a câmara foi recuperada pelo "partido do poder", a população foi recompensada com um investimento regional avassalador. Nenhum eleitor, nestas condições, está disposto a comprometer o futuro do local onde habita. Sobre o assunto Alberto João Jardim foi claro ao avisar, publicamente, que Câmaras da oposição não iam ter dinheiro (em plena campanha eleitoral) e acrescentou que no dinheiro do Governo Regional manda ele. Assim é difícil, muito difícil, ser oposição na Madeira.
Posto isto, defendo que Jacinto Serrão devia demitir-se. E passo a explicar.
Independentemente das nuances democráticas a que está sujeito não pode, ao mesmo tempo, chamá-las à atenção e, no seguinte, perante uma descida considerável da sua votação, não dar um exemplo democrático. Ou seja, dito de outra forma, não deve ser mais um exemplo de nuance democrática numa região que já está cravejada de nuances. Com certeza que Jacinto Serrão sente-se injustiçado, até pelos seus camaradas nacionais, mas não pode defender, ao mesmo tempo, que este não foi um referendo a uma lei nacional, que foram umas eleições regionais, e não tirar consequências dos resultados e da sua quota parte de responsabilidade. A democracia agradece e o vencido não sai de cabeça baixa.
- Concordo e assino em baixo!!
Madeira, Política Local/ Regional
*do Blogue Filho do 25 de Abril
segunda-feira, 7 de maio de 2007
A Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
- Vinicius de Moraes
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa!

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se celebra hoje, é assinalado pela organização Repórteres Sem Fronteiras com a divulgação de uma lista de 34 "predadores" de jornalistas, que inclui, pela primeira vez, cartéis de droga mexicanos.
Por ocasião do 17º aniversário da data, a RSF aponta o dedo a responsáveis políticos, a chefes de grupos armados e a líderes de cartéis da droga pelas ameaças à liberdade de imprensa, nomeadamente através da agressão e morte de repórteres. A organização atribui aos cartéis da droga a responsabilidade por uma boa parte dos 24 assassínios de jornalistas registados no México desde 2001, incluindo o do correspondente da Televisa em Acapulco, Amado Ramírez, morto no início de Abril passado.
Para a lista entraram este ano o presidente do Laos, Choummaly Sayasone, e o do Azerbeijão, Ilham Aliev - este último acusado pela RSF de condenar os jornalistas e os órgãos de comunicação contrários ao poder.
Os grupos islamitas armados do Afeganistão, Bangladesh, Iraque, Paquistão e territórios palestinianos, o rei da Arábia Saudita, Abdallah Ibn Al-Saoud, os presidentes chineses e russo, Hu Jintao e Vladimir Putine, e o líder iraniano, Ali Khamenei, são outros dos nomes indicados pela Repórteres Sem Fronteiras.
Na lista continua Fidel Castro, que passa a ter a companhia do irmão, Raul Castro, afirmando a RSF que Cuba tem 26 jornalistas nos seus cárceres, o mais recente dos quais, Oscar Sánchez Madan, foi condenado em Abril a quatro anos de prisão num julgamento sumário.
A Colômbia também continua a marcar presença na lista, devido ao chefe paramilitar Diego Fernando Murillo Bejarano e ao guerrilheiro Raúl Reyes, das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que entre 1997 e 2005 sequestraram 50 jornalistas.
Na Colômbia os jornalistas são também pressionados por grupos que reúnem paramilitares desmilitarizados, caso do Águias Negras, suspeito da morte do jornalista de rádio Gustavo Rojas, em Fevereiro de 2006.
Da lista de "predadores" da liberdade de imprensa saíram o rei do Nepal e o chefe dos maoistas nepaleses, após a assinatura de um cessar-fogo no país.
A RSF recorda que, este ano, 29 jornalistas e colaboradores dos meios de comunicação foram mortos por terem exercido o seu ofício, encontrando-se 129 detidos e 13 como reféns. De acordo com dados da World Association of Newspappers no ano passado 110 jornalistas morreram no exercício da profissão. Só no Médio Oriente e Norte de África morreram 49 jornalistas, 45 deles no Iraque.
Lusa
http://www.worldpressfreedomday.org
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Saudades...

"Este desejo de te querer junto a mim é um desejo egoísta, eu sei. Quero isso mais por mim que por ti. Quando te escrevo é mais para mim que para ti.
Faço-te esta confissão de egoísmo para que saibas, meu filho, que te amo de todas as maneiras que sei amar. E mesmo assim sinto que não sei amar, que me falta estar vivo. Saberás do que falo quando desvendares alguns mistério do mundo. Assim crescerás à medida do teu sonho."
Mia Couto, in "Carta para meu filho Madyo Dawany - Raiz de Orvalho e outros poemas"
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