quinta-feira, 14 de maio de 2009

Basta que sim*


Então o Sócrates vem à Madeira por umas horitas? No fim do mandato e quando já ninguém o pode ver nem pintado? Será que falta algum segredo de Fátima por desvendar?
Não havia necessidadezzzzzzzz...


*Basta que sim = Expressão madeirense que talvez queria dizer "ah sim?" ou talvez não queira dizer absolutamente nada(?)

Prós brasileiros nos entenderem...


"De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com
vista a assassinar a Língua Portuguesa.
Por isso... por não aceitar este pato... também não vou aceitar
ir a esse almoço para comer um arroz de pato...
A esta ora está úmido lá fora... por isso, de fato lá terei de
vestir um fato..."

Recebi esta pérola por email. Para assinar a petição é aqui. Ides, se quiserdes.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tatuagens


Diz a vox populi que tudo o que é bom passa depressa. Permita-me discordar. Tudo o que é bom dura uma vida, agrafa-se em nós, tatua-nos a memória, preenche-nos transbordando.
Ultrapassa-nos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Smog (Bill Callahan) - Rock Bottom Riser

Só me apetece este som. Assim calminho... preciso.

Quero, mando e posso!


Numa terra de prepotências, o encerramento súbito do Hotel Savoy é sem dúvida, mais uma. Despedimento colectivo para 99 funcionários sem apelo nem agravo. E a saírem pela porta das traseiras. Porque a crise presta-se a tudo legitimar. Surgirá novo projecto megalómano do mister bronco, não se duvide...
A notícia aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pequeno dicionário idiossincrático da memória*


AMIZADE é compartilhar a vida com aqueles que amas, por mais diferentes que eles sejam.
AMOR é quando o resto da tua vida, não te é suficiente para a compartilhares com essa pessoa especial.
ANGÚSTIA é um nó muito bem apertado no meio da tranquilidade.
ANSIEDADE é quando os minutos parecem intermináveis para conseguires o que queres.
ARREPENDIMENTO, é a cicatriz de uma ferida que fazemos em nós mesmos.
CULPA é quando se está convencido que se podia ter feito algo diferente, mas que nem sequer se tentou.
FELICIDADE é um momento que não tem pressa nenhuma.
IMATURIDADE é uma venda para os olhos com a qual nascemos. Quanto mais se vive e mais se sofre, mais cedo se consegue retirá-la. Contudo, há quem, em vez disso, continue a usá-la, chamando-a de «certeza».
INDECISÃO é quando tu sabes muito bem o que queres, mas parece-te que deverias optar por outra coisa.
INTERESSE é um sinal de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
INTUIÇÃO é quando o teu coração dá um salto no futuro e regressa imediatamente.
LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário.
PAIXÃO é quando, apesar da palavra “perigo”, o desejo chega e se instala.
PESADELO, é um lugar terrível onde as coisas das quais fugimos até em pensamento nos encontram.
PREOCUPAÇÃO é como uma cola que não deixa sair do teu pensamento aquilo que nem sequer aconteceu.
PRESSENTIMENTO é quando passa pela tua mente o “trailer” de um filme que pode muito bem nem acontecer.
PROXIMIDADE, independentemente da distância, é o que sentimos quando a solidão foi embora.
RAIVA é quando o leão que vive em ti, mostra os seus dentes.
RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e toma o comando.
RECORDAÇÃO é quando, sem autorização, o teu pensamento torna a mostrar um episódio.
SAUDADE é quando o momento tenta fugir da recordação para aparecer novamente e não consegue.
SEGURANÇA é quando a ideia se cansa de procurar e pára.
SENTIMENTO é a língua que o coração usa quando necessita de mandar alguma mensagem.
TRISTEZA é uma mão gigante que aperta o coração.
VERGONHA é um pano preto que tu queres que te cubra naquela hora.
VONTADE é um desejo que nos incentiva a fazer novas descobertas.

* Recebi por email. Não sei quem escreveu. Sei que gostei...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Filosófica e prosopopéica


Em que momento a vida nos ensina que se quisermos algo, se realmente quisermos algo - ou alguém - temos que lutar para isso (frequentemente contra nós mesmos?) Quando é que ficamos a saber que sem nos expormos, sem darmos a cara, sem arriscarmos, sem corrermos riscos, sem abrirmos o peito, sem arriscarmos a tomar uma senhora bordoada na cabeça, não levamos nada além do vulgar? Quando é que nos damos conta que é só porque nos expusemos que tivemos realmente chance? Quando é que aprendemos que nem sempre vamos ouvir NÃO? Quando é que aprendemos que se nos contentamos com o meramente vulgar, vamos ser razoavelmente contentes, mas jamais tremendamente felizes? Quando é que aprendemos que razoavelmente contentes não é suficiente? Quando é tarde demais? «Quando» é tarde demais?