segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Remédio


Já choveu, já orvalhou, já abriu o sol, já nublou. Fez calor e fez frio, abafei-me, despi-me, arrepiei-me e suei. Uma voragem itinerante pelo corpo, uma inquietude de desassossegos, humidade nas frestas, mãos e pés.

Há dias que só mesmo Chico.

Mar de rosas


Que bom se tudo fossem flores, se nos perguntassem se está tudo bem e respondessemos sinceramente que sim, se às vezes não fizéssemos merda, se não descontássemos a factura em quem não tem nada a ver, se não metessemos os pés pelas mãos, se não passássemos noites com insónias, não chorássemos, não nos sentíssemos sós, não tivéssemos medo, não nos achássemos incompetentes, não tivéssemos dúvidas, não cometêssemos erros, não estragássemos tudo.
Que bom se sempre víssemos tudo com clareza, soubéssemos sempre o que fazer, tivéssemos plano A e plano B, não fossemos apanhados com uma mão à frente e outra atrás, não tivéssemos stress, não mandássemos ninguém tomar nos devidos canais competentes, não culpássemos o inocente, não fizéssemos injustiças, não ficássemos chatos, nem repetitivos, nem imbecis.
Que bom se não deitássemos tudo a perder, não arriscássemos por tontice, não arranjássemos sarna pra se coçar, não fizéssemos papel de parvos, ridículos, patéticos, não fizéssemos tempestades num copo d’água, não passássemos atestado de idiotas, não caíssemos, não desistíssemos, não desperdiçássemos tempo com disparates, não tivéssemos vergonha da porcaria que se fez.
Mas quê.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Hummmm....



Algo me diz que aqui os compromissos vão ficar mais uma vez adiados...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Entre mim e o mundo*


Uni pontos
Tracei linhas
Fiz gráficos.
Enfim,
Planeei a vida
Em absoluto segredo.
Anda à roda o mundo
E os meus planos perderam-se
Num remoinho de vento.
Quem sou eu?
Sou um ser
Daquilo que quis ser
E não sou.
Vivo na reminiscência.
Penso no abismo
Onde hei-de cair
Lenta e penosamente.

*Do livro Entre mim e o mundo", do meu saudoso amigo Luís Alberto Tavares da Mata, em jeito de homenagem.

domingo, 29 de novembro de 2009


Regresso. Sem pretensões a nada que não seja um prazer inefável que se deixou adormecer, cansado de um mundo real que o ladeava, circunscrevia e abafava.
Fraquejou a vontade de revelar um mundo próprio que só as palavras poderiam trazer a outras vidas que não a minha. O espírito, essa essência desconhecida, essa entidade incorpórea que nos faz acreditar na unicidade dos carácteres, deixou-se arrastar para o seu próprio âmago, para o refúgio onde visa o reencontro com o molde original. E assim se deixou estar, observando a uma distância bem medida o tal mundo real, físico, que o cercava com uma ferocidade predatória.
Não estarei mais forte do que alguma vez terei sido. Estou apenas mais ciente deste mundo, o tal que é cão. Há quem diga que só se foge do que não se conhece. Pois bem... estou mesmo de volta. Um abraço, e até já.

P.S. E neste momento preciso mesmo de aspirinas e muito, muito chá de limão...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Xiiiiiiiiiiiiii.............


Quem pensa que me afoguei naquele azul todo, desengane-se.
Impedimentos de vária ordem não me têm dado tréguas.
E é sempre estranho voltar depois de tanto tempo...
Mas volto. Sempre.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bebedeiras de azul...

Pois é, não tenho andado por aqui...
Ando mergulhada neste azul.
Em bebedeiras deste azul. Quando recuperar, volto. Hasta!