um pássaro a voar não-nunca olha para as asas.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tal como os "bonecos" do camarada Vasco Granja, as papas Maizena integram o meu imaginário infantil. Com açúcar e uma casquinha de limão, bem bom!
Já não se come disso, claro.
Será que não o mandou comer outros cereais porque têm todos nomes "estrangeirados"?
Olha, come chocapicas e aparece!
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Ironia
É mais ou menos isto

Por mais difícil que seja, às vezes é preciso destruir os bairros mais antigos do nosso passado para, sobre as ruínas da cidade que nós somos, poder construir algo de novo.
É tudo uma simples questão de urbanismo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Acerca

dos silêncios.
Os silêncios traduzem muitas vezes o que as palavras não conseguem. Porque não se chega às palavras que se precisa ou porque se não as tem. Há silêncios elegantes que invocam respeitabilidade, como numa homenagem póstuma, e silêncios mal-educados, quando alguém não responde ao seu interlocutor.
Silenciosas são também as certezas. São porque vivem no silêncio. A certeza, quando existe, não precisa de, sejam quais forem os meios, convencer ninguém.
A incredibilidade é, também ela, muda.
O medo, o real, grande e grotesco medo – não um receio – precisa do silêncio. Deste modo, pode continuar ad eternus arrumado na despensa. Esquecido. Inexistente. Ultrapassável.
A tristeza é, também ela, silenciosa. A tristeza profunda e escondida. Aquela que vive nas lágrimas que não se convidam e que nos visitam para partilhar o silêncio.
Também o amor, o verdadeiro, é silencioso. Despe-se na cumplicidade. Veste-se na não necessidade de palavras. No silêncio.
Vivemos nas palavras. Vivemos das palavras. Vivemos, tantas vezes, no barulho.
Esquecemo-nos, outras tantas, do silêncio.
???
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Ponderações
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