terça-feira, 13 de março de 2007

Oh, a Lua...



Soneto do Corifeu

São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida.
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher
Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida não quer, de tão perfeita.
Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.
Vinicius de Moraes

Mia Couto. Porque é um escritor que eu gosto tanto. Porque escreve coisas tão pertinentes.

"Os Sete Sapatos Sujos"

Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:

Primeiro Sapato
A ideia de que os culpados são sempre os outros.

Segundo Sapato
A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.

Terceiro Sapato
O preconceito de que quem critica é um inimigo.

Quarto Sapato
A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.

Quinto Sapato
A vergonha de ser pobre e o culto das aparências

Sexto Sapato
A passividade perante a injustiça.

Sétimo Sapato
A ideia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.

Vagin'arte : )


No Porto da Cruz. Há dias passei por lá. E esta "pseudo escultura" pareceu-me o que parece a toda a gente. Uma vagina gigante. Tá fora de contexto. Tá fora do bom gosto. Enfim, querem-nos impingir "arte" à força. As coisas que se fazem em nome da arte!! BenzóDeuz!

segunda-feira, 5 de março de 2007

Sem tempo pra escrever pra me ler...


Pois é, bem sei que ninguém nem me visitou mas quero lá saber! Gosto de ir debitando por aqui umas coisitas, ora essa! Chamem-me egocêntrica! E ando sem tempo para isso, pronto. Mas voltarei às escritas, ó ó...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Manual Político do Branqueamento de Responsabilides*


"A situação criada aos madeirenses é como uma pessoa estar a fazer uma casa com o dinheiro que tem no banco e, de um dia para outro, o banco lhe tirar esse dinheiro, com o argumento de que não gosta dessa pessoa"Alberto João Jardim

A Região Autónoma da Madeira está perante eleições antecipadas e convém perceber porquê. O mais óbvio seria ler o discurso de quem provocou as eleições antecipadas e perceber o porquê. Segundo este, Alberto João Jardim de nome, Presidente do Governo Regional de cargo, acha que o banco retirou-lhe o dinheiro porque não gostava dele como pessoa. O banco, para quem ainda não percebeu, é o Governo da República, que, segundo palavras do próprio, é liderado por "traumatizados sociais". O que é curioso é que consecutivas direcções desse tal banco avisaram, também consecutivamente, que o banco tinha limitações orçamentais e que esse cliente não podia, novamente consecutivamente, deixar de cumprir as suas obrigações. A anterior ocupante de tal distinto cargo, a gerente do tal banco, Manuela Ferreira Leite de nome, chegou a aprovar uma lei que, perante novo incumprimento deste especial cliente, o financiamento teria que ser reduzido. Antes desta gerente do banco, outros gerentes perdoaram dívidas com base em promessas desse cliente.Então porque é que estamos perante eleições antecipadas? Porque houve um gerente do tal banco que resolveu disciplinar as contas da região e impor a solidariedade nacional na distribuição desses tais financiamentos. Mas a principal razão talvez não seja essa. A dívida directa e indirecta da região, quer através de empréstimos directos, quer através de empréstimos com aval do Governo Regional, quer através de empréstimos de sociedades detidas pelo Governo Regional, quer através de antecipação de receitas pela concessão do património desse mesmo Governo Regional, repito, a dívida directa e indirecta da região atingiu níveis incomportáveis. Perante tal cenário e perante um tal banco que parece pouco permeável a aceitar mais promessas de cumprimento ou a ceder a mais ameaças, o tal cliente do banco só tinha uma saída. Qual era essa saída? Encontrar um bode expiatório para a situação que o próprio criou, ou seja, culpar o gerente do banco pela falência a que levou as suas próprias contas.Como o tal banco tem como accionistas, em parte, os mesmos accionistas que tem o tal cliente endividado, a estratégia é simples, ou seja, o sucesso desta manobra política de ilusionismo só é possível se e só se o tal banco ceder à chantagem do cliente. Será provável? Acho e espero que não...
By: Ricardo (Blogue: Filho do 25 de Abri)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Sem Valentim


... deixo 7 músicas para os que ainda andam a curar uma paixão ou para os que se lamentam e choram e desesperam...

"Um Carnaval"

Vem ao baile vem ao baile
Pelo braço ou pelo nariz
Vem ao baile vem ao baile
E vais ver como te ris

Deixa a tristeza roer
As unhas do desespero
Deixa a verdade e o erro
Deixa tudo vem beber

Vem ao baile das palavras
Que se beijam desenlaçam
Palavras que ficam passam
Como a chuva nas vidraças


Alexandre O'Neill