sexta-feira, 30 de maio de 2008

Funchal Jazz:







Este ano com: Rosa Passos, Chucho Valdés, Angelina, Didier Lockwood, Phil Woods e J. J. Milteau
E eu vou!

9º Festival Jazz Funchal 2008

Sou contra!


Fui sempre contra o Acordo Ortográfico e serei até ao fim. Não é por nacionalismo exacerbado, nem por bolorentos princípios do intelectualismo "alternativo e sombrio"... Eu não gosto de uniformizações forçadas, já para começar! Já me bastam nas aparências, só me faltava agora no modo de escrever!!
Isto serve para uniformizar a escrita, certo? Mas... e a oralidade?! Estas duas vertentes estarão desassociadas? Julgo que não! Só por isto, qualquer acordo é irreal!
A Língua (oral e escrita) é como um organismo vivo! Desenvolve-se de determinada maneira, devido a determinados factores diferenciadores! Porque vamos querer (tentar...) extinguir esse desenvolvimento?! As Línguas não se desenvolvem com imposições de regras! É absurdo!
Façam é Acordos para melhorar o ensino, acabarem com o facilitismo e com todas as outras politiquices que andam por aí e deixem lá as nossas singularidades e as dos outros sossegadas!
E porque não vejo ninguém preocupar-se com o facto de uma parte dos jovens não saber escrever ou ler/interpretar textos? Ou com a estúpida moda da "escrita dos telemóveis", que cada vez surge cada vez mais fora deles como um praga, ignorada pelos professores e pais? Agora até regressa o K... Kalker dia tms akord pra screver axim!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Cresce-se e esquece-se...


O melhor do mundo, diz-se com razão, são as crianças. O pior do mundo, afirmo sem medos, é a frequência com que nos esquecemos disso.

Do you know what you eat?




O DNA de plantas geneticamente modificadas pode conter genes de insectos, animais ou até vírus. Pesadelo!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

do vazio que fica...


À minha mãe

A notícia estremeceu-me, paralisou-me de aflição.
Eu já nada ouvia para lá do próprio coração.
Eu era uma criança parada nas horas tristes com o mar sempre em fundo.
Uma criança no medo. Calada, silenciosa. Com pressa para chegar, para só acreditar, apenas vendo.
Um enorme travo de amargura. Um choro sem consolo.
O teu rosto era para mim o rosto dessa ilha. Como um cais para os regressos. Alguma melancolia.
As plantas que tanto amavas ficavam a fazer menos sentido, ou nenhum sentido.
Quando chamo por ti, fica um silêncio como uma pedra imensa. Estás comigo, mas ficaste no assombro da ilha.
Alguns sítios, como esses paraísos da infância, perderam a luz. Talvez um dia se acendam, mas não sei.
Já não falas (tão magoadamente!), não posso apertar a tuas mãos sempre frias, dizias.
Para onde foi o teu olhar magoado, às vezes tão vencido?!
Na última vez que te falei, pelo telefone , dei-te uma boa notícia, do teu neto mais querido. Ficaste feliz, eu sei. Sorriste (não foi imaginação minha).
Agora já não me atendes o telefone, com a tua voz triste, aflita, virada para dentro de ti.
Morreste-me e eu cheguei atrasada. Dois dias atrasada. Podias ao menos ter esperado por mim.
Estás, às vezes, nesse palacete, nesse jardim de estátuas irreais e tão feias onde ias envelhecendo, entristecendo, mas onde íamos ver os barcos e o mar. E eu tentava convencer-te de como era bom viver. Nem sempre acreditavas, eu sei.
Por vezes, o teu rosto iluminava-se. Sorrias e parecia-me que quase acreditavas.
Bate depressa, o meu coração.
O tempo passa-nos, impiedosamente, por cima.
Ficámos lá, imóveis, na fotografia dentro da moldura. Seríamos felizes sem o sabermos...
Como regressar às raízes se já não estás para ensinar-me o caminho?
Se eu pudesse, por ti, derramava uma lágrima de cristal.
Descansaste, finalmente e, como sempre, as tuas mãos (tão parecidas com as minhas)estão frias e serenas. O teu rosto nunca deixou de ser belo. E triste.
A imensa saudade, uma saudade sem cura, quando nunca mais te posso ver e perguntar por ti, já não faz qualquer sentido. É apenas um buraco negro.
Desaparecerás como as árvores, as flores e as casas. Não sei para onde foste. Vou procurar-te nas noites estreladas do outro lado do céu.
Bate depressa o meu coração.

Graça Vasconcelos - Maio 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Minilogue/hitchhikers choice - short version (Longer on DVD)

A fome infame


A fome do mundo é a nova fonte de lucros do grande capital financeiro, e os seus lucros aumentam na mesma proporção que ela!

Publicidade estupenda!

Um catálogo Holandês de venda pela Internet. Muito Bom!

Abram o site e esperem um pouco o loading. Não mexam em nada...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Tempos que mudam


O tempo traz-nos consciência e maturidade. E mudanças. Existem coisas que podem (muito facilmente) ser substituídas, temos até prazer em trocá-las por novas; porque coisas há que são impessoais, logo descartáveis - assim que se esgotam. Outras têm o seu tempo, e aceitamos isso resignados. De algumas sentimos saudades. De outras não - nenhumas. Temos ainda as que queremos que acabem assim que possível. Importam as que desejamos (ardentemente) que durem para sempre. Estas últimas são as que alimentamos. São as que bebemos. São destas que vivemos. Porque a partir de determinada altura, toma-nos de assalto uma sensação quase certeza da incapacidade de nos lembrarmos de como era a nossa vida antes destas. Instalaram-se e (sem pedir licença) sentaram-se, connosco e ao mesmo tempo, ao nosso lado. Afinal, sempre lá estiveram, só não as conhecíamos. Coisas de uma vida inteira. De toda uma vida.
- O que é que vai ser hoje, senhora?
- Um pouco de futuro, por favor.
- Futuro já não temos.

Constatação


Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Avó Madalena



A minha avó Madalena morreu anteontem, 26 de Abril de 2008.
Um pedaço de mim morreu com ela. Um pedaço dela vive em mim.
Eu estou bem, avó. Amo-te muito. Amo-te tanto.
Obrigado por me partires tanto a cabeça. Por me sufocares com o teu amor.
Por me massacrares para regar as plantas.
Adorava poder beber mais um cafezinho de cevada contigo. Com pãozinho e manteiga.
E sentarmo-nos os dois no muro da ribeira a olhar o mar.
O teu neto André.

Mãe



Este blog anda abandonado nos últimos dias. Porque perder alguém que amamos e nos faz tanta falta não é "dizível". Impõe-se um luto com o mais íntimo de nós mesmos. Quem sabe um dia possa escrever sobre isso. Por enquanto não.